Quarta, 16 de agosto de 2017
"Deus, em sua sabedoria, faz com que as mais belas rosas nasçam entre espinhos para que não sejam soberbas" (Ap. Sinomar).

A Bíblia e os Murmuradores

Ninguém nasce com o dom de murmurador. Não! Uma vez imiscuídos da nova vida, portadores do Espírito Santo, decidimos o que queremos ser. Cada ser humano escreve a sua própria história. Cada homem na face da Terra decide onde quer chegar e que tipo de vida vai viver. Não podemos culpar nossos pais pelos nossos erros e insucessos. A chave que abre as portas do futuro está em nossas próprias mãos. O que o futuro vai liberar para nós depende do que estamos armazenando hoje.
 
A Bíblia é um manual que nos instrui a viver com grandeza, sobriedade e equilíbrio. Na palavra de Deus temos instruções claras para o desenvolvimento do espírito, da alma e do corpo. Há mandamentos claros sobre o que fazer e o que não fazer. As bênçãos advindas da obediência são gloriosas, mas as consequências da desobediência são desastrosas.
 
O problema é que sempre queremos dar um “jeitinho” nas coisas, para adequar a palavra de Deus à nossa maneira de pensar. Aliás, queremos um Deus feito do nosso jeito. Foi Ludwig Fewerbach, o filósofo ateu, que declarou sarcasticamente: “Os cristãos sempre creram que Deus criou o homem à Sua própria imagem; não está certo. A verdade é que o homem criou Deus à sua própria imagem”. Comumente, nós criamos o deus que desejamos.
 
Deus é enfático em Suas asseverações. O “não” de Deus, não significa “talvez”. Se Deus diz: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx 20:16), é de bom alvitre obedecer. “Os mandamentos do Senhor foram dados ao homem para serem observados à risca” (Sl 119:4).
 
A Bíblia é uma bússola que nos mostra o caminho. É impossível, mental e socialmente, escravizar um povo que lê a Bíblia. Ela é a revelação que renova o homem, ilumina sua mente, e cria seus desejos para viver uma vida plena e vitoriosa.
 
Há uma coletânea de mandamentos nas escrituras que orienta sobre o nosso assunto. Por exemplo: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros...” (Tg 4:11). “De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tg 3:10). “Não julgueis a aparência...” (Jo 7:24).
 
Bem, há uma infinidade de texto bíblicos que servem de freio às nossas atitudes erradas. Mesmo que tenhamos algumas tendências erradas pelo tipo de criação que tivemos em casa, depois de conhecer a Deus e a Sua vontade, somos instruídos a buscar direção e luz para o nosso viver, junto a esse manancial de sabedoria que temos à mão – as Escrituras Sagradas.
 
A Palavra de Deus santifica, corrige e instrui a raça humana, como um todo. Deus não muda de opinião todo dia. O que era pecado na velha dispensação, continua sendo pecado hoje. Muitos foram condenados por causa da idolatria, da rebelião, do desrespeito à autoridade e, sobretudo, por murmurações. Ninguém foi poupado. Os que hoje praticam tais coisas, ficaram impunes? Não. A murmuração impede o cumprimento das promessas de Deus em nossas vidas (Nm 14:26-28) e está claro também que o Senhor não permanece na vida dos murmuradores. Quando nos levantamos para criticar, julgar ou condenar, o Espírito Santo se afasta.
 
Uma irmã muito faladeira, que vê falhas em todo mundo, certa vez me disse: “Pastor, eu oro, eu não consigo sentir a presença de Deus. Parece que o Céu se tornou de bronze. O que está acontecendo comigo?” Na hora, o Espírito Santo me fez lembrar de um cartaz que está pregado em uma de nossas salas. “Deus procura adoradores, e não murmuradores”. Compartilho com ela esse pensamento e outros mais, e o remédio foi excelente, pois recentemente ela me disse: “Pastor, realmente a língua pode nos levar para o inferno. Obrigada, por ter sido tão franco comigo!”.
 
Ninguém nasce pederasta ou ladrão. Nascemos com tendências pecaminosas, mas Deus, na Sua infinita misericórdia, coloca às nossas mãos o remédio para as moléstias do corpo e da alma. Aos murmuradores segue uma reprimenda bíblica: “Não murmureis, como os vossos pais murmuraram e todos eles pereceram pelo destruidor” (I Co 10:10).
  
Ninguém nasce murmurando, pelas palmadas que recebe da enfermeira, ao sair da madre. Depois de analisar e meditar sobre o assunto; cheguei à conclusão de que alguém se torna murmurador pelos seguintes motivos:
 
1 - Pela discórdia. A discórdia é uma manifestação da carne. “As obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, discórdia, dissensões...” (Gl 5:19-20). Um renomado escritor disse: “A discórdia quebra o jejum com a abundância; almoça com a pobreza; janta com a miséria; e dorme com a morte”.
 
2 – Pela insatisfação. O diabo é perito em disseminar idéia de insatisfação no meio do povo de Deus. Se o líder é eletrizante, deveria ser mais sossegado; se é quieto, deveria ser mais ativo. Em todos os lugares há pessoas insatisfeitas e elas acabam se colocando a serviço de espíritos malignos, cuja atividade maior é promover a fragmentação do Corpo de Cristo. O órgão usado pelos insatisfeitos é a língua, e é por ai que surgem os murmuradores. A insatisfação é uma cunha que emperra o desenvolvimento da obra de Deus. Não é à toa que dizem por aí que o primeiro parafuso que fica frouxo na cabeça dos insatisfeitos é o que controla a língua.
 
3 – Pelo uso inadequado da língua. Este órgão do corpo pode ser motivo de grande edificação para o povo de Deus e um instrumento permanente de louvor, mas muitas vezes satanás toca desafinadas melodias em suas teclas.
 
Com que finalidade usamos a nossa língua? Para abençoar ou para amaldiçoar? Está escrito: “A morte e a vida estão no poder da língua” (Pv 18:21).
 
Ap. Sinomar F. Silveira
Presidente do Ministério Luz Para os Povos
© 2010 - Todos os direitos reservados Ministério Apostólico Luz para os Povos
www.luzparaospovos.org.br   webdesigner: cristiano souza   sistema: coweb