Terça, 24 de outubro de 2017
"Somos muito prontos para criticar e tardios para adorar" (Ap. Sinomar).

Conversa ou Castigo?

Muitos pais escolhem rapidamente usar a vara, isso é correto? A Bíblia diz: "A vara da sua indignação falhará" (Pv 22:8b).

Uma das questões discutidas quando se fala sobre disciplina é o uso da vara. Alguma pessoas chegam a criar uma certa "teologia da vara", afirmando que todo pai ou mãe deve conservar uma vara em casa para possível uso em caso de necessidade urgente.

Vamos estudar um pouco sobre este assunto: Sempre que uma pessoa usa a expressão "esta criança precisar ser disciplinada", fica subentendido que "esta criança precisa de boas varadas". Disciplina não se restringe a castigos físicos.

Os Extremos

Alguns pais são extremamente duros. Humilham a criança, e às vezes batem tanto chegando ao espancamento, ou as submetem a castigos físicos (ficarem ajoelhados por determinado tempo) como se esta atitude fosse tornar a criança mais dócil. Algumas pessoas carregam marcas em seus joelhos em virtude dos castigos impostos na infância.

Outros partem para a permissividade. A criança passa a ser líder de seus pais. Por ser uma "criança pode tudo" ela se julga dominadora do mundo. Passa e desrespeitar o próximo ou a invadir a privacidade dos adultos.

Mesmo a criança disciplinada por natureza, precisa de limites, pois ela, em sua amabilidade, pode ser prejudicada pelos adultos. A criança bondosa corre o risco de tornar-se conselheira de seus pais, passando a carregar uma responsabilidade que não lhe pertence. Quando isto acontece, ela passa a ser rejeitada pelos amigos de sua idade, pois eles não entendem o porquê daquele amigo ser tão diferente. A criança gosta dos amigos que têm algo em comum com elas, ou daqueles que oferecem alguma novidade de seu interesse. Disciplina não é sinônimo de agressão e também não é sinônimo de um longo e interminável bate-papo.

Vamos estudar alguns versículos sobre disciplina

“O que semeia a injustiça segará males; a vara da sua indignação falhará” (Pv 22:8) – Os  pais, quando irados, correm o risco de serem injustos ao baterem em seus filhos. A pessoa indignada torna-se vingativa e a vara em sua mão instrumento de seu furor. Os pais devem pedir perdão aos seus filhos, caso isto ocorra, para que as marcas em suas emoções possam ser apagadas.

Nos lábios do prudente se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de senso (Pv 10:13) – O sensato escolhe a hora certa de falar e tem cautela em suas atitudes. O insensato fala precipitadamente e toma atitudes erradas, mas a conseqüência vem como resultado de seus atos. Se seu filho já é uma criança que entende as questões a serem tratadas, não vá usando a vara como se ele fosse um insensato. O pai e a mãe ensinam muito mais com o seu exemplo do que com a correção. Se a cada erro do filho os pais reagirem com açoite, provavelmente ele nunca deixará de ser infantil e terá a tendência a ser uma pessoa bruta.

Não é errado dar uma palmada na mão de uma criança pequena, que ainda não sabe livrar-se dos perigos, desde que você explique, na linguagem dela, o porquê de estar levando a palmada. Caso a criança não entenda, pode vir o efeito contrário: ela irá aprender a bater e começará a bater nas pessoas. Isto será extremamente desagradável. É muito importante que a criança entenda o que está acontecendo. Converse, expliquem, até que ela entenda o porquê da correção. Não dê tapas, beliscões e empurrões em seu filho. Ele aprenderá a linguagem da rejeição e isto causará danos em suas emoções.

O acoite é para o cavalo, freio é para o jumento, e a vara, para as costas dos insensatos (Pv 26:3). Não podemos espiritualizar a vara, pois embora a Bíblia faça estas abordagens, a própria Palavra adverte quanto ao perigo do seu uso indevido.

Castiga teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo (Pv 19:18).

Noeme Torres
Bispa do MLP
 
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