Terça, 24 de outubro de 2017
"Quem se fixa na escuridão não consegue ver o brilho e a exuberância das estrelas" (Ap. Sinomar).

Discipulado

Discipulador é aquele que dá ensino a alguém e o faz seguir suas idéias e doutrinas.
 
Jesus discipulou e treinou os seus doze discípulos em três anos e meio. O melhor e mais eficaz modelo de discipulado é o método que o Senhor Jesus empregou com os doze.
 
Discipular é ensinar fazer, “fazendo”. A parte teórica do discipulado é aquela que todos sabem. Ouvimos pregações sobre o assunto, seminários, congressos e pouca coisa se acrescenta ao bojo do nosso conteúdo. Entretanto, a parte empírica do discipulado é transmitir conhecimento demonstrando-o através da prática. Foi exatamente isso que o Senhor Jesus fez: Ele curou os enfermos, deu vista aos cegos, ressuscitou os mortos na presença dos discípulos; depois deu autoridade a eles para desempenharem a mesma função. Parafraseando o texto Jesus disse assim: Vocês me viram operando sinais e maravilhas, agora vão e façam o mesmo (Mt 28:18-20; Mc 16:15-18).
 
A igreja que não tem um discipulado eficiente é inoperante, não alcança definitivamente os seus alvos. Mas como desenvolver um discipulado sadio na igreja?
 
1 – O discipulado é o altar da visão celular. O discipulador é fonte de vida para o discípulo. Para isso ele deve se preparar emocional e espiritualmente para tal desafio.
 
2 – Deve acontecer, pelo menos, uma vez por semana e o tempo mínimo é de uma hora para cada discípulo. Não é um encontro para tratar de assuntos familiares, células, etc., é um momento de ministração na área deficiente detectada na vida do discipulando.
 
3 – O instrumento de trabalho do discipulador é a palavra inspirada. No Evangelho de João diz que a libertação ocorre pela aplicação da verdade (Jo 8:32,36 e Sl 12:6)
 
4 – Não se faz discipulado em grupo. Numa classe se consolida pessoas, no discipulado trata-se das questões mais profundas do ser (Sl 139:23-24). O discipulado esquadrinha-nos totalmente, vira-nos do avesso (Sl 139:1-2).
 
Por fim, formar um discípulo é treiná-lo para guerrear; é habilitá-lo para libertar aqueles que chegam com toda sorte de maldição na Casa do Senhor; é desprendê-lo dos bloqueios e traumas da alma através da cura interior; é inseri-lo no programa de oração da igreja com o objetivo de transformá-lo em um importante intercessor; é levá-lo a mergulhar nas águas profundas de Deus afim de que o mesmo se torne um exímio apascentador. 
 
Ninguém nasceu sabendo discipular, comece com um. Dedique-se a ele da mesma forma que você se dedica à sua família. Eu estava orando numa manhã e o Espírito Santo me disse: “Se você cuidar dos seus doze da mesma forma que você cuida da sua família terá muito sucesso com seus discípulos”.
 
 
Sebastião Cassemiro Borba
Psicanalista, Professor e Bispo do MLP
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