Domingo, 30 de abril de 2017
"Deus, em sua sabedoria, faz com que as mais belas rosas nasçam entre espinhos para que não sejam soberbas" (Ap. Sinomar).

Cumprindo o Chamado de Deus

“Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze e, em caminho, lhes disse: Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressurgirá” (Mt 20:17-19).
 
A vida cristã não é uma opção, mas a própria vida de Deus fluindo em nós. Alguns podem pensar que se vive a vida do corpo como se quer, sem se importar com nada, com mandamentos, com a palavra profética. Fomos chamados para frutificar e cabe a nós a missão de levar Jesus a um mundo perdido.
 
O mundo está cansado de religiosidade, de um viver de regras e mandamentos, mas distante do Deus vivo. Precisamos dar resposta em vida de Deus fluindo em nós. Temos que ter esta identificação. Não fomos chamados para um clube de amigos, mas para uma missão privilegiadíssima.
 
Falamos de um Deus que venceu a morte e o pecado e ressurgiu. Ao único e verdadeiro Deus, o Senhor Jesus. Mas para que esta missão seja efetiva precisamos seguir alguns princípios.
 
O primeiro é que somos embaixadores (II Co 5:18-20) – Assim como o Senhor Jesus foi enviado, nós também fomos. Ele veio com uma missão convicta: fazer a vontade do Pai. Por isso Ele não se deixou desviar, pois o Seu alvo era cumprir a vontade do Pai. Ele sabia da Sua missão e, imbuído dela, não se deixou seduzir pelo chamado inicial das multidões em fazê-lo rei.
 
Nós também, como embaixadores, representamos o nosso Rei. Devemos ter esta revelação. E, como embaixadores, não devemos nos embaraçar com negócios desta terra, com atividades que consumirão o nosso tempo, mas que podem não acrescentar nada ao reino. Muitos se preocupam em edificar primeiro a sua vida para depois se dedicar a Deus. Como uma atitude contrária à viúva que fez primeiro um bolo ao profeta, estes fazem este bolo para si.
 
Em segundo lugar, devemos manter uma firme determinação (Mt 20:17-18) – Jesus tinha uma firme determinação: ir a Jerusalém. Nada o demoveu deste propósito. Não se deteve pela fama, não se deteve pelos ardis satânicos, não se deixou prender por vínculos familiares, o seu alvo era chegar a Jerusalém e cumprir o propósito para o qual Ele viera.
 
O que nos demove hoje? Hoje o humanismo secularizado domina a mente de muitas pessoas que se deixam levar por tudo menos o reino. O trabalho é empecilho, a família, os estudos, as atividades sociais. Negociam com Deus, querem primeiro fazer a sua vontade para depois se dedicarem ao reino, mas este dia sempre tarda em chegar. Acusam a igreja de lhes estar impondo atividades que lhes tomam o tempo. São pessoas entediadas com o mover de ganhar, consolidar, discipular e enviar almas. Para estas pessoas estas coisas são entediantes, pois consome o seu precioso tempo, por isso não querem, pois não tem determinação e nem entendimento do seu chamado.
 
Em terceiro lugar, Jesus não fugiu da cruz (Mt 20:19) – Ele sabia que a cruz o esperava em Jerusalém, mas não fugiu, pois a vitória estava na cruz. O caráter de Deus é facilmente exposto quando vivemos a cruz; haverá cura das feridas da alma, haverá o fluir de justiça e santidade. Sem a cruz o nosso discurso é vazio.
 
Precisamos ter um entendimento que não há cristianismo sem cruz. Cristo é a nossa vitória na cruz do calvário, vitória contra uma mente secularizada, vitória que nos dá a plenitude de Sua vida, não para ser gasta em nossos deleites, mas para a edificação do reino. A cruz molda em nós o caráter do nosso Deus colocando o ego em sua posição e nos desembaraçando os pés para cumprirmos o nosso chamado.
 
Em quarto lugar, Jesus priorizou a equipe (Mt 20:17) – Em Seu plano mestre estava o alvo de formar uma equipe de discípulos. Jesus jamais desamparou as multidões, Ele sempre as alimentava, cuidava dos seus doentes, expulsava demônios, mas o Seu alvo era formar uma equipe de doze discípulos. A equipe de doze é governo, é segurança e isto tem sido trabalhado em nós nestes dias.
 
Às vezes pensamos que podemos fazer à nossa maneira. Achamos que o nosso método é melhor, que não trará problemas, mas se não estamos debaixo de liderança não há como liderar. É mantendo esta unidade que a unção fluirá em nossas células, nos encontros. A igreja crescerá como resultado desta unidade sendo expressa.
 
E isto é feito para que haja fruto (Mt 20:19) – Jesus suportou, mas a sua vida venceu a morte e agora ela pode ser liberada, a vida que venceu a morte. E é esta vida que flui em nós para salvação; este é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê.
 
Temos que visualizar as almas sendo salvas, as famílias restauradas. Existimos para isso, não há como fugir a este propósito. O Senhor nos tem chamado para frutificar, ganhar almas (Lc 19: 37-40). Se não falarmos, as próprias pedras clamarão, mas o Senhor fará.
 
Não fique esperando para se envolver, o tempo é hoje. Se ficarmos na procrastinação as próprias pedras clamarão.
 
 
Pr. Mauro Roberto dos Santos
Diretor do Instituto Bíblico Luz Para os Povos
Igreja Sede
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