Domingo, 20 de agosto de 2017
"Aquele que vê a mão de Deus em todas as coisas, deve deixar todas as coisas nas mãos de Deus".

Michael W. Smith

Em Agosto de 2005, quatro cidades brasileiras tiveram o privilégio de receber o maior nome da música gospel no mundo: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Goiânia se emocionaram ao som de Michael W. Smith que, após 20 anos de carreira, continua surpreendendo o público com seu carisma e talento musical. O show realizado no Brasil foi o “Healing Rain”, que na época era o mais recente trabalho do cantor.
 
Extremamente simpático e atencioso, ele mostrou por que já vendeu mais de 12 milhões de cópias de seus diversos álbuns. Durante os shows, que em nada ficaram devendo às mega-produções seculares, ele tocou antigas e consagradas canções, além de seus recentes sucessos. Nas quatro cidades, o cantor concedeu entrevistas coletivas, nas quais falou sobre seu trabalho, vida pessoal e planos para o futuro.
 
Prestes a completar 51 anos (ele nasceu em 07 de Outubro de 1957), Michael Whitaker Smith já foi indicado oito vezes ao “Grammy Award”, um dos quatro maiores prêmios musicais dos Estados Unidos, e levou três deles para casa. Doutor em música pela Universidade de Alderson, na Virginia, também já foi agraciado com 40 “Dove Awards”, premiação promovida pela Gospel Music Association, que contempla os artistas, produtores e compositores que se destacam no mais importante mercado de música cristã no mundo, o norte-americano.
 
Filho de Paul e Barbara Smith, Michael aprendeu a tocar piano e começou sua carreira em Kenova, no oeste do Estado americano da Virgina, onde nasceu. Quando jovem, mudou-se para a cidade de Nashville, no Tenessee, dando início ao sonho de tornar-se um grande compositor da música cristã. Em pouco tempo, estava tocando para Amy Grant, consagrada cantora americana. Em 1983, a Reunion Records lançava seu primeiro disco solo “Michael W. Smith Project”. Desde então, sua carreira não parou de crescer.
 
Nesta entrevista coletiva, concedida poucos minutos antes de seu show, na sala de imprensa do Estádio Serra Dourada, em Goiânia, o cantor falou sobre a responsabilidade de ser considerado um dos maiores ícones da música cristã mundial e revelou que sua tarefa mais difícil é sobreviver ao sucesso. Na oportunidade, Michael W. Smith também falou sobre seu ministério, projetos e família. Casado com Deborah e pai de Ryan, Whitney, Tyler, Emily e Anna, o cantor se preparava para estrear no cinema com o filme “The Second Chance”, do qual é protagonista.
 
Líder em sua igreja, empresário de jovens artistas, cantor, compositor e escritor, ele disse que queria ser lembrado com um homem de Deus que amou sua esposa e seus cinco filhos. Em Goiânia, ele confirmou essa idéia: “Na minha vida existem pessoas que são capazes de me passar aquela realidade diária, de que nós somos todos iguais, pessoas simples”, revelou ele. Confira, a seguir, trechos da entrevista:
 
Imprensa – Você tem noção do crescimento da música gospel no Brasil?
 
Michael – Eu estou conhecendo isso agora e acho ótimo o que está acontecendo no Brasil. Conheci muitos artistas brasileiros, também evangélicos, e já fiz muita amizade com eles. Eu estou muito impressionado com o povo brasileiro, a forma com que ele mostra tanto amor e carinho. Muito obrigado!
 
Imprensa - Por ser mais pop, o show Healing Rain se difere um pouco de todos os outros. Esse álbum está superando suas expectativas?
 
Michael – Sim e não. Eu tento não comparar o sucesso só com as vendas. Worship, por exemplo, vendeu de três a quatro milhões de cópias pelo mundo todo. Healing Rain, por outro lado, vendeu 500 mil cópias e eu estou muito feliz com isso. Eu fico muito encorajado quando, por exemplo, vejo depoimentos de pessoas dizendo como as letras, as músicas desse álbum têm afetado suas vidas, tanto espiritualmente quando fisicamente e emocionalmente.
 
Imprensa – Aqui no Brasil, a Visão Celular tem causado um grande impacto na Igreja. Através dela, muitas vidas têm se convertido ao Senhor. Você conhece a Visão Celular? O que você pensa sobre ela?
 
Michael – Ah, sim. Minha esposa se converteu num desses grupos de Igreja em células. Eu acho que, realmente, esse tipo de grupos pequenos é que vai dar uma grande abertura para o avivamento espiritual no Brasil e no mundo. Nós estamos vendo muitas pessoas conhecendo a Cristo através do trabalho realizado nas casas. Isso multiplica a Igreja, faz com que ela cresça.
 
Imprensa – O álbum Freedom é totalmente instrumental. Por que você resolveu fazê-lo?
 
Michael – Eu sempre quis fazer um álbum instrumental. Em muitos sentidos, este álbum, pra mim, foi muito espiritual. Foi algo do fundo do meu coração, da minha alma, mesmo que não tenha letras. Eu toquei perante a Deus, como fez Davi perante Saul. Pra mim, esse é um dos meus álbuns prediletos. Eu amei fazê-lo.
 
Imprensa – Sua primeira canção foi escrita quando você tinha cinco anos de idade. Essa música está gravada em alguns dos seus CD´s?
 
Michael – Não (surpreso). Oh, não! Realmente eu tinha cinco anos quando escrevi essa música. Ela está escrita, mas eu não quero que ninguém escute. Foi horrível (risos)!
 
Imprensa – O meio secular critica muito os cantores gospel, essa mídia, esse assédio da imprensa. Como você lida com isso sendo um cantor gospel?
 
Michael – Primeiramente, eu não me deixo afetar pelo que as pessoas falam, nem me magôo com isso. Toda pessoa tem direito a uma opinião. Na vida, eu tenho que fazer o que Deus quer que eu faça, e não o que os outros querem que eu faça. Então, por mim, os outros podem falar o que quiserem. Eu só faço o que Deus quer que eu faça.
 
Imprensa – São 20 anos de carreira. Como foi a batalha espiritual durante todo esse tempo?
 
Michael – É muito difícil. As pessoas acham que nossa vida é muito fácil. Acham que tudo é só felicidade, shows, alegria. Porém, muitas vezes, você tem que proteger sua família para conseguir prosseguir no caminho pelo qual tem que continuar. Algumas pessoas, muitas vezes, falam que nós somos superiores. Eu sempre penso nisso e não quero que isso entre na minha cabeça, porque eu não quero pensar assim. Por causa disso, ao meu redor, na minha vida, existem pessoas que são capazes de me passar aquela realidade diária, de que nós somos todos iguais, pessoas simples.
 
Imprensa – Você já tem uma vasta experiência na gravação de DVD´s. Agora, você vai protagonizar um filme. O que espera dessa experiência?
 
Michael – Eu espero que este filme (que estreou em Fevereiro de 2006) não seja o último filme que eu faça. É uma história excelente. É um filme independente, mas que tem uma excelente distribuição da Sony. A gente ora e espera o melhor. A produção conta a história do pastor Ethan Jenkins, interpretado por mim, que é mandado para uma igreja numa área mais urbana da cidade, uma igreja de afro-americanos. Lá, ele vai encontrar muitas diferenças culturais. Mas, o fim realmente é muito bonito, quando acontece um entrosamento verdadeiro entre dois tipos de pessoas completamente diferentes. O nome do filme é “The Second Chance” (A Segunda Chance).
 
Imprensa – Em que circunstâncias você escreveu a música “Friends”?
 
Michael – Nós escrevemos essa música para uns bons amigos meus que estavam indo embora. Nós escrevemos naquele dia e cantamos naquela noite. Eu mal poderia imaginar que teria de cantar essa música para o resto da minha vida (risos).
 
Imprensa – O que fez com que você escolhesse o Brasil para essa turnê? O que você está achando do País?
 
Michael – Eu fui convidado para conhecer o Brasil. Muito obrigado. E, mais do que tudo, eu senti na minha alma que eu deveria vir para o Brasil. Eu sou convidado para fazer shows em vários lugares do mundo, todos os anos e, infelizmente, eu tenho que dizer “não” de vez em quando. Mas, desta vez, eu sabia que tinha que falar “sim” para o Brasil. Quando você ouve a voz de Deus, você não sabe por quais motivos deve visitar um país, mas só sabe que Deus te quer lá. Até mesmo depois dos primeiros três shows (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo), que foram realmente tremendos, de muito poder, eu tenho certeza que hoje (em Goiânia) vai ser a mesma coisa.
 
Imprensa – Muitas pessoas se convertem ao escutar sua música. O que você pensa sobre isso?
 
Michael – Eu acho que isso certamente acontece. Alguém ouve a letra de uma música e, pelo Espírito Santo, aquela mensagem cresce e cria raízes na vida da pessoa. Muitas pessoas já me disseram que, através da minha música “Place in this World”, Deus se mostrou para elas. Muitas pessoas também há disseram que tiveram suas vidas afetadas pela canção “Worship”.
 
Imprensa – Você é amigo do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, já tocou nas cerimônias de posse na Casa Branca, tem músicas nas trilhas sonoras de filmes e foi eleito, pela “People Magazine”, como uma das pessoas mais lindas do mundo. Você acha difícil lidar com o sucesso?
 
Michael – É difícil responder essa pergunta. Ter saído na “People Magazine” (uma das revistas mais famosas dos Estados Unidos) me deixou feliz por meu pai e minha mãe, porque eles são muito orgulhosos do filho que têm (risos). Eu sou muito amigo do presidente Bush, eles gostam muito da minha música, são muito amigos mesmo. O maior desafio é sobreviver ao sucesso. Pela graça de deus, diariamente, eu tenho sobrevivido ao sucesso.
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