Terça, 24 de outubro de 2017
"Deus não avalia o homem pela cabeça, mas pelo coração" (Ap. Sinomar).

Sexualidade à Luz da Bíblia

Na natureza a atividade sexual tem como finalidade garantir a manutenção dos seres vivos. É por isso que o impulso sexual é algo tão forte. A energia sexual é poderosa, pois através dela nos tornamos parceiros de Deus nos processo da criação. É a única energia natural capaz de gerar vida (Gn 1:22,28).
 
O ser humano é o único animal que usa o sexo não só para procriar, mas também como fonte de prazer e expressão de amor. O sexo pode ser pecaminoso se for usado apenas como fonte de prazer. O primeiro propósito de Deus foi tornar o homem fecundo para o aumento da espécie. Ao prazer se estabelece no relacionamento como garantia de uma união saudável e duradoura. Dentro desse objetivo divino o ser humano pode garantir a preservação da espécie e, ao mesmo tempo, usufruir dos prazeres obtidos o relacionamento sexual.
 
O plano de Deus é que o ser humano exerça sua sexualidade no plano de companheirismo e não só de sexo. É uma união tão forte que torna dois indivíduos de sexos opostos parte de uma unidade indisponível.
 
A mulher não tem poder sobre o próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre seu próprio corpo, e sim a mulher (I Co 7:4, Gn 2:24 e Mt 19:3-11).
 
A intimidade compartilhada torna-se exigente e surgem cobranças no âmbito afetivo e financeiro. Isso acontece mesmo que o relacionamento seja leviano e sem responsabilidade (I Co 6:16).
 
A pornografia é mau uso das praticas sexuais, estimulo à prostituição e ao homossexualismo. É estimulada por espíritos enganadores e por ensinamentos de demônios. Tudo que Deus criou é bom e recebido com ações de graças, nada é recusável, porque pela Palavra de Deus e pela oração é santificado (I Tm 4:1-5). A confusão de erotismo com pornografia tem levado muitos crentes a deixarem de exercer e aproveitar as práticas eróticas normais, como se o erotismo em si fosse pecado (Tt 1:15).
 
A culpa tem afetado a saúde mental de muitos cristãos. Ela pode vir do Espírito Santo para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo; do maligno para manter as pessoas derrotadas; e da cultura que alimenta negativamente nosso ego. A tentação não deve gerar sentimento de culpa, pois ela é parte do nosso cotidiano, mas o pecado gera culpa que, consequentemente, provoca o afastamento de Deus.
 
Outro fator importante é a observação da advertência bíblica acerca do ato sexual sem compromisso conjugal. Este é um fato comum: um dos parceiros passa a desprezar o outro (mais frequentemente o homem despreza a mulher) e o relacionamento, inicialmente bonito, correto e saudável, dá lugar à tristeza, humilhação e sofrimento.
 
Para que uma relação seja duradoura e saudável é necessário que os cônjuges sejam regados com o amor de Deus continuamente (Rm 5:5). “O amor cobre multidão de pecados” e ajuda-nos a compreender melhor o nosso cônjuge.


Sebastião Cassemiro Borba
Bispo do MLP em Rio Verde/GO
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