Quarta, 13 de dezembro de 2017
"Avaliamos as pessoas pelas suas ações, mas Deus considera as intenções" (Ap. Sinomar).

Fome de Deus

Referência: Salmo 63:1-8
 
Em 1904 um jovem ousou buscar a Deus intensamente. No País de Gales, um jovem chamado Evan Roberts começou uma busca por avivamento e por dois anos passou grande parte do dia e da noite na presença de Deus. O seu pastor o repreendeu várias vezes condenando o seu “fanatismo”. Mas ali estava um coração faminto e sedento. Ele não desistia e cada vez orava mais intensamente.
 
Na primeira reunião quando lhe foi permitido falar – depois de muito insistir – o poder de Deus se manifestou. Todos que estavam presentes caíram por terra e por 24 horas ninguém ousava levantar a cabeça. A Igreja, a cidade, a nação, enfim, todos foram profundamente sacudidos pelo poder de Deus.
 
Um homem “faminto” gerou um avivamento. Imaginemos o que não acontecerá num ministério se todos buscarem a Deus dessa forma. O avivamento de Gales alcançou toda a Inglaterra, Estados Unidos e todo o movimento pentecostal do mundo de hoje é fruto daquele glorioso mover.
 
Hoje falamos de avivamento, mas realmente o desejamos? Queremos pagar um preço? Será que não estamos felizes com a nossa comodidade? Não temos medo do Espírito Santo arruinar os nossos programas? Estamos prontos para administrar um avivamento? O Espírito Santo faz coisas surpreendentes e age à sua moda e não conforme as nossas conveniências.
 
Deus jamais derramará o Seu Espírito Santo se não estivermos vivendo em linha com a Sua Palavra. Tomemos como exemplo “as bem-aventuranças” que são a essência da ética neo-testamentária. Lá diz assim:
 
Bem aventurados os humildes de espírito – Nós somos presunçosos, vaidosos e reivindicadores.
Bem aventurados os que choram – Nós somos de coração duro e desamoroso.
Bem aventurados os mansos – Somos agitados, apressados, precipitados.
Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça – Agimos por conta própria sem ouvir de Deus e temos corações vingativos.
Bem aventurados os misericordiosos – Somos pessoas sem compaixão. Lutamos até contra os irmãos da própria igreja.
Bem aventurados os limpos de coração – Muitas vezes acumulamos lixo no coração. Há maldade em nós, pecados escondidos.
Bem aventurados os pacificadores – Gostamos de iniciar guerras, iniciamos contendas, questionamos lideranças.
Bem aventurados os perseguidos – Às vezes somos nós que jogamos pedras. Revidamos e defendemos nossas posições, etc.
Bem aventurados os injuriados – Às vezes somos nós que caçamos falhas, acusamos, fazemos comentários maldosos.
 
ESTAMOS PREPARADOS PARA UM AVIVAMENTO?
EXAMINEMOS NOSSAS VIDAS À LUZ DAS BEM AVENTURANÇAS
           
Se a nossa qualidade de vida não estiver em linha com a Palavra, jamais veremos um avivamento. Arrependimento é a palavra-chave para as nossas igrejas. Quando Jesus terminou de falar estas frases todos estavam perplexos, pois se viam muito aquém daquela nova realidade. E Jesus continua dizendo: “Vós sois a luz... o sal...”.
 
Mas tenho uma boa notícia: Jesus conseguiu mudar a mentalidade daqueles homens e o Espírito Santo se derramou sobre eles. Quando desejamos a Deus, ardentemente, Ele fará desmoronar a estrutura velha. Ele quebrará nossos paradigmas e nos fará andar na Sua liberdade e experimentar o Seu mover genuíno.
 
Em 1958 um homem chamado José Rego do Nascimento – pastor batista – buscava a Deus dia e noite. Foi poderosamente visitado em Belo Horizonte numa vigília com vários seminaristas e com ele começou o movimento de renovação espiritual que mudaria a história das igrejas batistas no Brasil. Todas as igrejas neo-pentecostais do Brasil são o resultado da sua fome por Deus. E o Espírito Santo continua o Seu trabalho de romper e destroçar as velhas estruturas. A Igreja Celular é um exemplo de tudo isso. Mesmo a Igreja Celular ainda passará por mudanças radicais, pois não basta fazer encontros, seguir regras e obedecer lideranças. Há muito mais. A Igreja brasileira precisa de um caráter incorruptível.
 
O SUCESSO DE JESUS
 
Jesus só fazia o que o Pai lhe ordenava. No Evangelho de João 6:38, Ele diz: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou”. Jesus passava longas horas; às vezes a noite toda na presença do Pai, daí o seu sucesso, o seu êxito.
 
Muitas vezes fracassamos por falta de contato direto com o Espírito Santo. Se nos movermos pelo impulso divino, jamais seremos derrotados. Quando um líder cai na cilada do “eu já sei fazer”, a sua caminhada se torna complexa e custosa. Temos um bom exemplo no Velho Testamento. Ninguém podia sair do acampamento antes da nuvem se erguer. Seria um desastre. Ora, a nuvem simboliza o Espírito Santo de Deus. Mover-se antes do comando dos céus é precipitação pecaminosa. Cada discípulo de Cristo precisa orar e jejuar até receber uma palavra clara – Rhema – para sua vida.
 
O QUE PRECISAMOS FAZER
 
Ninguém pode experimentar a real presença de Deus sem um profundo arrependimento. Encontramos nas Escrituras oito situações que se não forem banidas das nossas vidas, serão obstáculos às nossas orações. Oramos e jejuamos, mas nada acontece. Precisamos nos arrepender e mudar de atitude. São elas:
 
- Falta de perdão para com pessoas (Mt 6:14-15);
- O hábito de julgar as pessoas (Lc 6:37; Tg 4:12, 5:9);
- Preconceito e desprezo para com alguns (Dt 10:17; Tg 2:9);
- Atender à iniqüidade. Esconder pecados (Jo 9:31; Sl 32:3-4);
- Desprezar os pobres (Pv 21:13);
- Promover a justiça própria (Lc 18:9-14);
- Desacertos conjugais (I Pe 3:7);
- Sonegação dos dízimos e ofertas (Ml 3:8-10).
 
SE ESSAS COISAS NÃO FOREM ACERTADAS, ORAREMOS E O NOSSO CÉU SERÁ DE BRONZE E A NOSSA TERRA SERÁ DE FERRO (DT 28:23)
 
 
CONCLUSÃO
 
Deus precisa restaurar essa fome em nossos corações. Se somos nascidos de novo, precisamos desejar estar sempre na presença do Pai. Quando o filho não quer estar junto com seu pai é por que algum problema está acontecendo. Deus quer ter comunhão conosco. Deus quer falar conosco. O diabo coloca problemas em nosso caminho e sempre nos faz olhar fixamente para eles; e, quando isso acontece, nossos olhos se desviam do Senhor e passamos a viver uma vida natural e de incredulidade. Quanto mais temos comunhão com Deus mais a nossa fome e a nossa sede pela presença d’Ele aumenta. Você quer ter sua fome por Deus restaurada? Então corra para os pés do Senhor e não saia da presença d’Ele.
 
Veja o exemplo de Moisés em Êxodo 33:18: Ele amava a presença de Deus mais do que tudo. Por isso Deus se mostrou tanto a ele. Jeremias 29:13 diz: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o coração”. Buscar a Deus deve ser a prioridade da vida e devemos buscá-lo até achar. As coisas de Deus não são automáticas, quando entendermos esse princípio vamos desfrutar sempre do melhor d’Ele para nossas vidas.
 
 
O Ap. Sinomar Fernandes é fundador e presidente
do Ministério Luz Para os Povos
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