Domingo, 22 de outubro de 2017
"A melhor maneira de vencer o inimigo é transformá-lo em amigo" (Ap. Sinomar).

O PONTO CEGO

 Texto chave: “Uma vez em terra, descobrimos que a ilha se chamava Malta. Os habitantes da ilha mostraram extraordinária bondade para conosco. Fizeram uma fogueira e receberam bem a todos nós, pois estava chovendo e fazia frio. Paulo ajuntou um monte de gravetos; quando os colocava no fogo, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se à sua mão. Quando os habitantes da ilha viram a cobra agarrada na mão de Paulo, disseram uns aos outros: “Certamente este homem é assassino, pois, tendo escapado do mar, a Justiça não lhe permite viver”. Mas Paulo, sacudindo a cobra no fogo, não sofreu mal nenhum. Eles, porém, esperavam que ele começasse a inchar ou que caísse morto de repente, mas, tendo esperado muito tempo e vendo que nada de estranho lhe sucedia, mudaram de ideia e passaram a dizer que ele era um deus. Próximo dali havia uma propriedade pertencente a Públio, o homem principal da ilha. Ele nos convidou a ficar em sua casa e, por três dias, bondosamente nos recebeu e nos hospedou. Seu pai estava doente, acamado, sofrendo de febre e disenteria. Paulo entrou para vê-lo e, depois de orar, impôs-lhe as mãos e o curou. Tendo acontecido isso, os outros doentes da ilha vieram e foram curados. Eles nos prestaram muitas honras e, quando estávamos para embarcar, forneceram-nos os suprimentos que necessitávamos”. Atos 28:1-10

Introdução: Após um naufrágio, Paulo se vê em uma ilha com pessoas desconhecidas, apesar de serem generosos, ele passa por momentos difíceis, uma cobra o pica, correndo risco de vida mais uma vez. Observando esse texto, podemos observar que como Paulo passamos por momentos difíceis em nossa vida, e não percebemos mais dificuldades podem nos afastar de Deus, quando deveria nos aproximar Dele. Paulo transforma a ilha em um momento de exercer um chamado, não se apegando as dificuldades, mas abençoando as pessoas necessitadas.

Nessa semana iremos entender três palavras presentes em nossa caminhada cristã, que podem se confundir em momentos de dificuldades, quando estamos vivendo as “ilhas” de nossa vida. Essas são, treinamento, disciplina e tentação. Entendendo cada uma, poderemos revelar outros “pontos cegos” em nossa vida.

1)    Treinamento (Provações):

Quando somos guiados por Deus o Espírito Santo nos guia pelo caminho certo, mesmo não sendo o mais fácil, pois nossa vida terrena sempre é um treinamento. Dia a dia vamos tendo desafios maiores. Assim como uma águia empurra seus filhotes do ninho para aprenderem a voar, Deus nos dá uns “empurrões” para sermos fortalecidos.

A palavra treinamento tem muito a ver com a palavra “provação”, vem do Latim PROBATIO, “prova, ensaio, argumento, exame, experiência”, derivado de “prova” também. É o teste do limite que suportamos.

“Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam”. Tiago 1:12

2)    Disciplina:

“Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai?”

2.1. A quem Deus disciplina?

Nesse texto, aprendemos que Deus disciplina, de maneira particular, Seus filhos, que são as pessoas que confessam o nome de Jesus como Senhor. Podemos fazer um paralelo na relação pai e filhos carnais. Pais que amam os filhos os disciplinam. O autor de Hebreus ensinou: se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas ilegítimos.

Assim, cabe fazer uma boa avaliação sobre essa palavra. Você percebe que tem sido disciplinado por Deus? Pode citar exemplos disso?

2.2. Por que Deus disciplina?

Não existe em nós beleza natural, pois a queda nos fez perder esse aspecto. Nosso caráter está inclinado a pecar. O bem que desejamos fazer não conseguimos, mas o mal que não queremos fazer fazemos (Rm 7:19). Deus, em Seu amor, busca fazer esta mudança radical: tornar aquilo que por natureza é feio e sem utilidade em algo belo e útil. Seus meios de nos disciplinar visam transformar o velho homem em um novo homem, segundo Cristo, levando Seus filhos à maturidade, a fim de atingirem a medida da plenitude de Cristo (Ef 4:13). Só assim eles poderão vê-Lo.

2.3. Para que Deus disciplina?

Normalmente, o ser humano não gosta de ser disciplinado. Na Nova Versão Internacional (NVI), o versículo 7 inicia com uma recomendação: “suportem as dificuldades”. Apesar delas não serem agradáveis, são importantes. As dificuldades são instrumentos de Deus para o nosso crescimento espiritual. Precisamos converter nosso gosto, que aparentemente é bom, mas que na verdade não é, por um prazer do qual nossa carne não se agrada, entretanto, é bom, perfeito e agradável a Deus. Deus nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da Sua santidade (Hb 12:10).

3. Tentações

Normalmente a tentação é de fonte maligna. Está escrito que Deus não tenta a ninguém: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta”. Tiago 1:13

Outros são tentados pela própria cobiça, que os atrai e seduz.

Se somos vencidos pela tentação é porque não agimos com inteira sinceridade em nosso desejo de obter a vitória, e, secretamente, entramos num pacto com o pecado. Nossos corações são como uma espécie de pólvora. Uma minúscula centelha de tentação pode incendiá-la. Por isso precisamos manter os corações sempre umedecidos pelo orvalho do Espírito Santo.

Quando somos tentados e passamos no teste, recebemos o aplauso dos céus. Jesus, em sua tentação, disse ao diabo: “Retira-te, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram”. Mateus 4:10-11

Uma coisa é ser tentado; outra coisa é cair na tentação. Quando Jesus orou por nós, ele pediu ao Pai: Não os deixes cair em tentação; mas livra-os do mal (Mt 6:13). Veja que Jesus não está pedindo para não sermos tentados, mas está suplicando ao Pai para não nos deixar cair quando formos tentados. Para os fiéis a tentação é necessária, pois todos aqueles que estão livres da tentação não se encontram entre os eleitos.

É na tentação que descobrimos o quanto estamos firmados na rocha.

Não devemos encarar uma tentação fora do comum como sendo uma punição de algum pecado fora do comum; às vezes elas vêm para nos conduzir a experiências fora do comum. Deus tem muitos instrumentos cortantes e lixas ásperas para o polimento de suas joias; e aqueles que Ele particularmente ama e deseja tornar bem resplendentes, neles muitas vezes aplica esses instrumentos.

Baseado no livro: O PONTO CEGO (Ap. Sinomar Silveira)

Ministério Luz para os Povos

Agosto/2017

Bpo. André Torres

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