Quarta, 13 de dezembro de 2017
"Oração é a melhor ginástica pra a alma; quanto mais você ora, mais forte você fica." (Ap. Sinomar)

QUEM É O SEU DEUS?

 OBJETIVO DESTA PALAVRA – Muitos deixam Deus em segundo plano e têm outras pessoas ou coisas ocupando o lugar de Deus em suas vidas. Com base nesta realidade vamos levar os irmãos a colocarem Deus no trono de seu coração e deixar que as pessoas ou coisas ocupem o segundo lugar.

INTRODUÇÃO – (Sugiro que o pastor conte sua própria experiência sobre alguém que ocupou o lugar de Deus em sua vida ou experiência de outra pessoa que substituí Deus por outro amor).

Minha própria experiência – Outro dia eu estava fazendo caminhada e conversando com Deus e falando a respeito do quanto sou apaixonada por Ele. Há muitos anos tomei a decisão de viver um grande amor com Jesus. Converso com Ele - com muita intimidade - e Ele sabe que meu coração é totalmente dele. Conto os meus problemas, falo de minhas indignações, desabafo e procuro ouvi-lo acalmando o meu coração. Claro que tenho amor por meu esposo, minha família, pela obra de Deus, mas sou apaixonada por Cristo. Nesse dia, eu estava exatamente avaliando o meu amor por cada um e o lugar que cada um ocupa em meu coração.

Creio ser importante essa avaliação, pois somos tendentes a amar apenas o que vemos e tocamos, e, como não podemos ver o Senhor e nem tocar fisicamente nele, precisamos estar atentos, para que ninguém venha substituí-lo em nossas vidas.

História de uma artista – Amo cinema! Essa fascinação começou muito cedo em minha vida quando fui ao cinema pela primeira vez e assisti a um filme com a atriz Romy Schneider. Uma atriz austríaca, bela, mas que teve uma vida cheia de tragédias ao ponto de não suportar – morreu aos 43 anos, vítima de suicídio. As manchetes dos jornais da época diziam: “Romy morreu de coração partido”. Ela perdeu um filho de quatorze anos em um acidente terrível e entrou em depressão. O erro não foi amar o filho demais. O erro foi amar a Deus de menos.

ABRAÃO - Abraão é uma das figuras centrais da Bíblia. Ele ansiava por um herdeiro, um filho que levasse seu nome adiante – sonho comum naquele tempo. No caso dele esse sonho se tornou o mais profundo desejo de seu coração. Finalmente um filho lhe foi dado. Agora ele tinha tudo que sempre quisera! Deus então lhe pediu o filho, lhe pediu que desistisse de tudo.

1º. Deus pediu que ele lhe obedecesse e, então, Ele iria abençoá-lo.

Então o Senhor disse a Abrão: "Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei” (Gn 12:1).

·         Deixe seu passado;

·         Deixe o que para você é segurança;

·         Vai para o deserto, sem conhecer seu destino;

·         Ele desistiu das coisas que o seu coração estava ligado por amor a Deus.

“Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo” (Hb 11:8).

2º.. Havia uma nova promessa na vida de Abraão:

“O Senhor apareceu a Abrão e disse: "À sua descendência darei esta terra". Abrão construiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido” (Gn 12:7).

 

·         As décadas se passaram e a promessa não se cumpria;

·         A intervenção divina aconteceu quando ele estava com mais de cem anos e Sara com mais de noventa anos (Gn 17:17 e 21:5);

·         Eles riram de alegria e tiveram dificuldade em acreditar que Deus lhes daria o que havia prometido.

Mas a questão era:

·         Abraão ficou firme em Deus por causa de Deus ou da promessa?

·         De quem era seu coração? De Deus ou do filho?

·         Ele confiou em Deus apenas pelo que Deus é ou pelo filho?

Talvez você seja levado a pensar que o ponto alto da vida de Abraão era ver o filho nascer. O triunfo de sua fé. Agora ele podia morrer, pois Deus cumpriu a promessa, mas havia outro chamado para Abraão.

3º.. Outro chamado para Abraão.

Então disse Deus: "Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei" (Gn 22:2).

·         Este era o teste final. Deus não fala apenas “Isaque”. Ele diz: “Seu único filho, Isaque, a quem você ama”. Abraão tinha transformado o filho em seu objeto de adoração.

Hoje nossa sociedade é individualista. Vence quem vai à luta e conquista alguma coisa. Nos tempos antigos era diferente. Todas as esperanças de uma família estavam no filho primogênito. Ele ficava com a maior parte das terras, para que as riquezas da família fossem preservadas e a família não perdesse o lugar na sociedade. Toda a esperança da família estava ligada ao filho mais velho e seu papel na sociedade. Ser filho mais velho era ter honras e muita responsabilidade. Ele se tornava um segundo pai para todos. Ele era um chefe de família. Cuidava dos avós velhinhos, cuidava dos pais, dos tios, dos primos, dos animais, das plantações, dos negócios da honra da família, do nome e do futuro.

Quando Deus castigou Egito matando os primogênitos – foi a última e mais dura prova – Ele o fez por conta dos pecados da família e da nação. O primogênito era “a família”. Deus estava matando o nome da família. Aquelas famílias estavam em débito com a justiça eterna: o débito do pecado.

Quando Deus pediu a vida de Isaque em holocausto – ele não mandou matar Isaque, ele pediu Isaque em holocausto – seu filho morreria pelos pecados da família.

Sei que isso não ameniza o quanto essa história é assustadora, mas nos ajuda a entender.

Abraão não havia percebido que seu amor estava se tornando em idolatria, pois ele nunca tinha sido colocado em cheque.

·         Às vezes não percebemos o quanto algumas coisas são objeto de nossa idolatria até sermos ameaçados de perde-las.

·         Sua carreira, seu ministério na igreja que você está servindo, sua casa que foi construída com tanto carinho.

·         Tem mulher que exerce um controle exacerbado sobre os filhos, ou sobre o marido e esse controle tem impedido Deus de exercer o papel que ele gostaria na vida dos filhos.

Algumas mães não querem deixar seu filho sofrer e o protege de todas as formas. Pessoas que nunca sofreram na vida não conhecem suas próprias limitações e não têm perseverança diante das dificuldades.

Pais que colocam sua expectativa nos filhos se tornam pais brutos, com disciplina exagerada, ou então faz o oposto, não contrariando o filho em nada, cria filhos mimados que serão um fracasso na vida.

Pais, cujos filhos são seus ídolos, se tornam pais escravizados, pois a idolatria escraviza.

Filho nenhum suporta o peso da divindade. Muitos filhos se afastam de Deus por causa do anseio de seus pais que esperam deles, a perfeição.

Deus lidou com o ídolo do coração de Abraão, por isso ele se tornou um modelo no Judaísmo, no Islamismo e no Cristianismo, mas o cristianismo sabe que ele não foi responsável pela limpeza de pecados do mundo, pois não foi o sangue do filho dele que limpou o pecado da família, mas o sangue do cordeiro que apareceu ali naquele momento evitando que a tragédia da morte de Isaque acontecesse.

Só Jesus faz com que essa história tenha sentido, pois anos mais tarde, outro Pai subiu outro em monte chamado “Calvário”, com seu primogênito e o ofereceu por todos nós. Sabemos o quanto Deus nos ama, pois não negou seu próprio Filho, mas deixou que Ele morresse para nos livrar dos pecados que nos amarravam.

CONCLUSÃO – Pense em todos os seus problemas e decepções: Os maiores problemas têm a ver com os “Isaques” de sua vida.

Talvez Deus está lhe chamando para o momento do desapego.

·         Desapegar daquela fotografia na parede.

·         Desapegar da casa que você construiu com tanto carinho, mas Deus está querendo lhe levar para outro lugar;

·         Desapegar do emprego que lhe dá o sustento, para se dedicar mais ao chamado de Deus para sua vida;

·         Desapegar de seu filho que lhe traz tanta companhia e segurança;

·         Desapegar do seu carro que está tão caro para você pagar e trocá-lo por outro mais simples;

·         Despegar do seu ministério na sua igreja e seguir o chamado de Deus para outro lugar;

·         Desapegar do seu emprego de anos, para seguir um novo caminho que Deus tem lhe proporcionado.

Todas essas coisas só deixam de ser ídolo quando concordamos em tirá-las de nossas vidas.

No Jardim do Getsêmani, Jesus perguntou ao Pai se havia outra saída para Ele, mas no final subiu o monte Calvário rumo à cruz. Não sabemos porque algumas coisas ruins acontecem em nossa vida, mas, como fez Jesus, podemos confiar em Deus mesmo nos momentos difíceis.

Os falsos deuses nos prendem. Só olhando para Jesus temos forças para prosseguir e desprender-nos.

MINISTRAÇÃO

·         Você tem tido dificuldades para acreditar nas promessas de Deus?

·         Você tem feito de alguém da sua família seu objeto de adoração?

·         Sua casa, seu trabalho, seu carro, seu filho, seu marido... têm sido objeto de adoração?

·         Deus ocupa o primeiro lugar em sua vida?

·         Você quer se desvencilhar desses falsos deuses?

ORAÇÃO

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