Quinta, 19 de outubro de 2017
"Deus não avalia o homem pela cabeça, mas pelo coração" (Ap. Sinomar).

Palavra 02 - Encontrando o meu chamado

 2º DIA: 27/12 – TERÇA-FEIRA

MENSAGEM: ENCONTRANDO O MEU CHAMADO

Referência Bíblica: Atos 4:36-37

“José, um levita de Chipre a quem os apóstolos deram o nome de Barnabé, que significa encorajador, vendeu um campo que possuía, trouxe o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos”.

INTRODUÇÃO

Quando lemos esse texto acima somos impelidos a pensar: Como alguém poderia vender tudo o que tinha e colocar aos pés dos apóstolos? Porém precisamos entender o contexto do momento em que esse grupo de pessoas estava vivendo.

Havia um mover de sinais e maravilhas entre a Igreja Primitiva em Jerusalém. Milhares de pessoas se entregavam a Jesus através das pregações dos apóstolos e no meio desse grupo havia uma unidade incrível, como é relatado no verso 32, capítulo 4: “Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração”.

Nesse momento surge um personagem especial chamado Barnabé. Seu nome de origem era José e esse nome (Barnabé) lhe foi dado pelos apóstolos, pois significa encorajador, sendo essa a característica que iria se manifestar a cada momento que ele aparecesse na história da Igreja em Atos.

Sem dúvida, Barnabé nos ensina alguns princípios que precisamos praticar em nossa caminhada cristã, pois podemos chamá-lo de um “agente de transformação”. Nem sempre iremos ver Barnabé como um protagonista da história; na verdade, na maioria das vezes, ele estará sendo usado como um “segundo homem”, um coadjuvante, mas aí está uma lição: quando entendemos plenamente quem Deus nos chamou para ser, não desejaremos ser mais ninguém além de nós mesmos.

Vamos aprender algumas lições com Barnabé:

1 - QUANDO ENCONTRAMOS NOSSO CHAMADO, SOMOS DESPROVIDOS DE RECONHECIMENTO HUMANO

“Quando chegou a Jerusalém, tentou reunir-se aos discípulos, mas todos estavam com medo dele, não acreditando que fosse realmente um discípulo. Então Barnabé o levou aos apóstolos e lhes contou como, no caminho, Saulo vira o Senhor, que lhe falara, e como em Damasco ele havia pregado corajosamente em nome de Jesus. Assim, Saulo ficou com eles, e andava com liberdade em Jerusalém, pregando corajosamente em nome do Senhor” (At 9:26-28).

Quando Paulo tentou se reunir com os discípulos, houve uma resistência por causa do passado dele, ainda tão próximo; porém, entra em ação a figura de Barnabé, sendo um elo de ligação. A partir daqui Paulo iria aparecer muito mais que o seu irmão em Cristo “encorajador”.

Existirão momentos em que iremos fazer algo muito importante para Deus, mas não estaremos em primeiro plano em relação às pessoas, mas isso não quer dizer que não estamos cumprindo o propósito.

2 - QUANDO ENCONTRAMOS NOSSO CHAMADO NÃO TEMOS MEDO DO NOVO

“Notícias desse fato chegaram aos ouvidos da igreja em Jerusalém, e eles enviaram Barnabé a Antioquia. Este, ali chegando e vendo a graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor, de todo o coração. Ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé; e muitas pessoas foram acrescentadas ao Senhor” (Atos 11:22-24).

Após a morte de Estevão a Igreja se espalhou e chegou a Antioquia. Eles precisavam de uma pessoa ali, então enviaram Barnabé, pois era um homem que tinha as características de um servo: Um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim a Palavra diz que muitos foram acrescentados ao Senhor. Ele aceitou prontamente o comando de sua liderança, entendendo o mover de Deus.

3 - QUANDO ENTENDEMOS NOSSO CHAMADO, PREPARAMOS UMA PRÓXIMA GERAÇÃO, PARA SER MELHOR DO QUE FOMOS

Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos” (Atos 11:25-26).

Barnabé leva Saulo com ele para a Antioquia e algumas coisas irão acontecer na história do evangelho:

- Saulo começa a ser muito mais reconhecido que Barnabé;

- É a primeira vez que os “seguidores do Caminho” serão chamados de cristãos;

- Nas próximas citações, o nome de Barnabé será sempre o segundo e Paulo, o primeiro.

 

CONCLUSÃO

Talvez você esteja sendo usado para preparar uma próxima geração de discípulos que será mil vezes melhor que você. Não somos donos de ninguém, somos todos pertencentes a Deus. Não somos voluntários na igreja, somos servos de Cristo, somos servos uns dos outros, somos chamados por Deus para uma obra que é d’Ele.

Talvez você seja um pastor que está sendo confrontado com a visão missionária e você não pode ir, mas pode enviar alguém. Sua igreja pode levantar mantenedores para a obra. Você pode ser um Barnabé enviando “Paulos” para o mundo. Sozinhos, temos pouca força, mas podemos ganhar e discipular algumas pessoas que vão mudar a história do mundo.

André Vinícius S. Torres

 

ATO PROFÉTICO – 2º DIA

- Realizar apresentação de teatro ou coreografias dentro do assunto (cinco minutos). Fica a cargo da igreja local a elaboração da apresentação.

- Entregar marcador de Bíblia em forma de chave.

- Orar por portas abertas para evangelização: No chamado, na vida financeira, na família, no ministério pessoal, no crescimento da Igreja e nas nações, etc.

Significado da chave na Bíblia

Em algumas passagens na Bíblia, a chave era levada ao ombro, como símbolo de autoridade (Is 22:22; Ap 3:7). Sempre é um símbolo de autoridade, nas Escrituras, indicando o direito de realizar alguma tarefa ou de exercer algum ofício. No sentido espiritual, Cristo é quem leva as chaves (Ap 1:8). Há anjos que têm uma autoridade representada por alguma chave, como aquele que tem a chave do abismo ou hades (Ap 9:1 e 20:1).

As chaves estão associadas ao conhecimento e à interpretação, como se segredos, instruções e informações fossem guardados sob autoridade, mas pudessem ser abertos pelos ministros autorizados (Lc 11:52). Aos apóstolos foram confiadas as “chaves do reino”, visto que lhes foram dados o poder e a autoridade para abrirem o novo caminho espiritual, anunciando ao mundo a mensagem de Jesus (Mt 16:18-19). As portas da Igreja foram abertas por Pedro, no dia de Pentecoste (At 2), em Cesaréia (At 10) e por Paulo e Barnabé, na Ásia Menor (At 14:27).

O simbolismo da chave é apropriado porque os povos antigos imaginavam as dimensões espirituais guardadas por portas que só poderiam ser abertas por deuses ou por anjos. As regiões inferiores, como o hades, estariam sob a autoridade de forças demoníacas.  

Brandir uma chave equivalia a ter recebido autoridade e uma missão. Dar uma chave a alguém simbolizava conferir-lhe poder ou missão especiais.

Fonte: Comentário Bíblico de R. N. Champlin vol. VI.

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