Terça, 24 de outubro de 2017
"Medimos as pessoas pelo que vemos, mas Deus pesa os espíritos" (Ap. Sinomar).

EU DECIDO NÃO QUESTIONAR A DEUS

 4ª PALAVRA DA SÉRIE – EU DECIDO

INTRODUÇÃO

No livro do profeta Malaquias nós temos sete questionamentos do povo de Israel e temos, também, as respostas de Deus.

·         O profeta usa um livro inteiro para demonstrar a indignação do Senhor contra o seu povo.

·         Aqui fica claro e patente quais são os nossos pecados que mais ofendem a Deus e nos afastam da sua comunhão.

·         Neste livro temos uma palavra dura da parte de Deus ao povo e aos sacerdotes – líderes espirituais.

·         Os pecados e os argumentos do povo são sempre os mesmos.

 

Primeiro questionamento: Malaquias 1:2

Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado”?

Quantas vezes já questionamos o amor de Deus? Precisamos entender: O amor de Deus é manifestado àqueles que estão no propósito. Veja o final dos versos 2 e 3: “Amei a Jacó, porém aborreci Esaú”. “Não era Esaú irmão de Jacó? disse o Senhor; todavia amei a Jacó, o odiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto” (Ml 1:2-3).

 

Qual foi o pecado de Esaú? Ele não valorizou as coisas espirituais. Às vezes vivemos uma vida errada e achamos que Deus deve concordar. O profeta Amós e o profeta Jeremias declaram: “De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades” (Am 3:2). “Porque, eis que na cidade que se chama pelo meu nome começo a castigar; e ficareis vós totalmente impunes? Não ficareis impunes, porque eu chamo a espada sobre todos os moradores da terra, diz o Senhor dos Exércitos” (Jr 25:29).

 

Segundo questionamento: Malaquias 1:6-8

Argumento humano.

“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível. Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos Exércitos”.

·         “Em que desprezamos o teu nome”? E a resposta de Deus é: “Ofereceis pão imundo no meu altar”.

·         “Vocês trazem animais cegos para o sacrifício, animais coxos e enfermos...”. Quando não damos a Deus o melhor ele rejeita a nossa oferta. Deus não aceita nada de segunda mão.

·         Veja a comparação que Deus faz no versículo 6: “O filho honra o pai e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? Onde está o respeito para comigo”?

·         Hoje devemos nos oferecer como sacrifício vivo a Deus. Como está sendo o nosso culto ao Criador?

Terceiro questionamento: Malaquias 1:7

“Em que te havemos profanado”?

O que é profanar? É tornar impuro. Profanar é, também, desonrar e violar a santidade. Jesus disse aos vendilhões (negociantes) do templo: “Vocês estão profanando a casa do meu Pai”.

·         A casa de Deus é santa, a sua Palavra e santa e sagrada. Não podemos tratar essas coisas como se fossem coisas comuns. O matrimônio é sagrado porque Deus participou dele: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio” (Hb 13:4).

·         A Santa Ceia é santa porque é a mesa do Senhor; é sagrada.

Quarto questionamento: Malaquias 2:13-14

Aqui está uma colocação irreverente: Por que o senhor não aceita a nossa oferta?

 

“Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do Senhor de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão”.

 

A resposta de Deus: “E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança”.

 

As lágrimas derramadas pelo povo não impressionavam a Deus.

Você se lembra de Davi? Ele chorou muito pelo filho do seu pecado, mas de nada adiantou (II Samuel 15-18).

“Então Natã foi para sua casa; e o Senhor feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente. E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra. Então os anciãos da sua casa se levantaram e foram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis, e não comeu pão com eles. E sucedeu que ao sétimo dia morreu a criança; e temiam os servos de Davi dizer-lhe que a criança estava morta, porque diziam: Eis que, sendo a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança está morta? Porque mais lhe afligiria”.

 

Leia ainda Malaquias 2:16: “Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais”.

 

A oferta que agrada a Deus é aquela que é primícias. Veja o exemplo de Abel e Caim, em Gênesis 4:3-4: “E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta”.

 

Muita gente hoje, ao ofertar, está jogando sua oferta fora. Mas ofertar por amor, por fé, por obediência muda o nosso futuro.

Quinto argumento: Malaquias 2:17

Em que enfadamos a Deus?

Enfadar: cansar, incomodar e entediar. Exemplo de enfado: Imagine você ocupado e uma telefonista querendo lhe vender um cartão de crédito. Isso incomoda.

 

Veja bem:

·         A nação de Israel questionava o amor de Deus

·         Desonrava a Deus

·         Profanavam as coisas sagradas

·         Entre o povo havia muita infidelidade conjugal

·         E ainda perguntavam: “Em que te enfadamos”?

 

Precisamos refletir sobre tudo o que enfada a Deus.

Sexto questionamento: Malaquias 3:7

Como devemos nos tornar para Deus?

Primeiramente precisamos descobrir qual o pecado que tem fechado para nós as janelas do céu. No caso da nação de Israel, a maneira de voltarem para Deus está clara no versículo 10 do capítulo 3: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro...”. Para que tanto dízimo? “Para que haja mantimento na minha casa”.

Deus é um Deus abundante. Uma igreja ou um povo infiel vai produzir uma imagem errada de Deus.

Ele promete para os fiéis: “...e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos”.

Veja que promessas gloriosas para os fiéis: Repreender o devorador; sarar a terra estéril; fazer-nos felizes e nos dar uma terra deleitosa. Vale a pena ser fiel! 

Sétimo argumento: “O que temos falado contra Deus”?

 

O que eles falaram que feriu tanto o coração de Deus? Vamos ler os Vs 14 e 15: “Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do Senhor dos Exércitos? Ora, pois, nós reputamos por bem-aventurados os soberbos; também os que cometem impiedade são edificados; sim, eles tentam a Deus, e escapam”.

 

O povo dizia:

 

·         De que adianta guardar a sua Palavra? Os soberbos é que são felizes. Eles prosperam...

·         Nossas palavras ferem a Deus – Ex: O náufrago na ilha.

Davi passou por uma crise semelhante no Salmo 73:1-5: “Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração. Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios. Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força. Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens”.

Mas Deus mostrou algo para Davi que o fez emudecer. Veja nos Vs 17-18: “Até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles. Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição”.







Agora veja também os argumentos de Davi nos vs 13 e 14: “Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração; e lavei as minhas mãos na inocência. Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã”.

Até que finalmente Davi é iluminado por Deus e termina o Salmo dizendo que o bom mesmo é estar com Deus (Vs 27 e 28).

CONCLUSÃO

O profeta Malaquias também teve uma visão correta (Ml 3:16-17): “Então aqueles que temeram ao Senhor falaram frequentemente um ao outro; e o Senhor atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o Senhor, e para os que se lembraram do seu nome. E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia serão para mim joias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve”.

Há um memorial no céu, diante do trono, com a lista dos fiéis. Naquele dia glorioso, no céu, Deus vai dizer: Este é o meu tesouro particular.

Queridos, servir a Deus independente das circunstâncias. Um dia ficará claro qual a diferença entre o que serve a Deus e o que não serve a Deus. Um dia, os que servem a Deus cantarão juntos (Ap 19:1).





Ler juntos, em alta voz, Apocalipse 19:6-8a: “E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos”.

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