Domingo, 30 de abril de 2017
"Aquele que vê a mão de Deus em todas as coisas, deve deixar todas as coisas nas mãos de Deus".

CONTE SUA HISTÓRIA

 Por: Apa. Noeme Torres

No dia dos Pais de 1997, a Folha de São Paulo  publicou um texto com o titulo “Medo faz pais se esconderem dos filhos”. No artigo, é discutido como o pai-herói é cultivado pela criança e como isso tende a evoluir naturalmente para uma frustração na adolescência.

  Com o passar do tempo, a criança/adolescente vai conhecendo as falhas do pai, desconstruindo a imagem de herói e aceitando sua condição humana. E isso é saudável ao filho e à relação entre ele e os pais. Contido, alguns pais escondem suas falhas humanas na expectativa de manter a imagem idealizada pelo filho. O produto de tal atitude nem sempre é agradável. Vejamos a ilustração abaixo:

  O pai olhava para mim desejando que eu pudesse ajudá-lo. Seu filho, agora jovem não queria saber de Deus e havia se entregado aos prazeres do mundo e às práticas que jamais aquele pai imaginara ver seu filho envolvido.

-       Perdi meu filho! – ele dizia com os olhos cheios de lágrimas.

-        Seu filho sabia de sua vida passada? – perguntei, porque antes de se converter ao Senhor Jesus aquele homem tinha sido envolvido com coisas muito pesadas tendo até mesmo sido preso.

-       Não. O meu passado não interessa. O que conta é quem sou hoje.

  Ele tinha convicção do que estava falando e não foi fácil continuar a conversa.

Coisas escondidas geram desconfianças

  Certamente, aquele filho ficou sabendo pelos parentes e amigos sobre o passado de seu pai, ou não soube, mas havia algo que se ternária armadilha para essa família, se não naturalmente, poderia ser espiritualmente.

  A sinceridade impede desastres. É precisa ser verdadeiro. Vá contando para seus filhos, de forma amorosa e habilidosa, os acontecimentos do seu passado. Eles poderão compreender o tamanho do amor de Deus por vocês. Eles poderão imaginar o quanto Deus o transformou.

Fomos escravos do faraó no Egito, mas o Senhor nos tirou de lá com     mão poderosa”   (Dt 6:21)

  Sempre que estou com meus netos eles pedem que eu conte histórias de quando eu era criança. Eles querem saber como eu era e como era a minha vida, meus relacionamentos , meus sonhos e decepções. Para eles, o mundo em que eu passei minha infância é totalmente desconhecido e eles me enchem de perguntas, que são respondidas com clareza e cuidado. Depois eles fazem suas observações de forma igualmente cuidadosa.

  Não é vergonha para um pai ou mãe contar sua história de libertação, contar o que ser escravo do mundo e ser tirado de lá pela poderosa mão de Deus. Os filhos vão entender  amor de Deus por sua família e o resgate maravilhoso que Ele proporcionou.

  Alguns pais, ao verem seus filhos se envolvendo em coisas perigosas, costumam dizer:

-       Nessa escola que você passando eu sou formado!

-       Que escola? O que ele está dizendo? Que tipo de envolvimento ele teve> Porque nunca me contou? Será que ele não me vê como uma pessoa que já cresceu?

O que poderia ser uma estratégia de aproximação de conversão do coração do filho ao pai acaba se tornando uma armadilha para afastá-los. O filho fica com tantas indagações, desconfiando de seu próprio pai, que se distancia decepcionado.

  Esse é um exemplo de frustração. Uma das coisas que causa amargura é a expectativa frustrada. A expectativa nem sempre é racional e ela pode não ser alcançada. A expectativa silenciosa, esperando uma explicação melhor do pai – explicação que nunca é dada – com certeza deixa uma raiz de amargura plantada no coração do filho.

  Pais que perdem a oportunidade de mostrar o começo de sua história com Deus para seus filhos acabam os perdendo para o mundo, pois a vida com Deus é vida autêntica, coerente, é vida vivida diariamente, narrada em tosos os momentos.

  Somos humanos, contido, podemos evitar que eles se decepcionem terrivelmente e Raízes de amargura sejam desenvolvidas em seu coração. Muitos pais querem passar a imagem de homens perfeitos, sendo que ninguém jamais teve esse privilégio, e acabam decepcionando seus filhos ao invés de ser o herói perfeito como desejam.

  A raiz existe e se manifestará a qualquer momento. Os filhos crescem e vão desmascarando o seu herói e se afastando dos caminhos do Senhor. Ninguém imagina como houve um desmoronamento naquela casa, mas, dentre muitas coisas, a falta de lealdado do pai, ou dos pais, com certeza teve grande peso. Se os pais fizessem como a palavra ensina teriam mais sucesso.

  No futuro, quando os seus filhos lhe perguntarem: ‘O que significa esses preceitos, decretos e ordenanças que o Senhor nosso Deus ordenou a vocês?’ Vocês lhes responderão?















(Trexo do livro: Cada vez mais doce, Cada vez menos amargo)









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