Quinta, 19 de outubro de 2017
"Medimos as pessoas pelo que vemos, mas Deus pesa os espíritos" (Ap. Sinomar).

LÍNGUA: O MENOR E MAIS DIFÍCIL MÚSCULO DE SE CONTROLAR

   Agonizada e roendo as unhas. Era a forma que se encontrava Luciana, casada, mãe de três filhos e professora em uma escola primária próximo de onde morava. Olhou as horas, checou as mensagens no whats app e se pegou com medo da reação de seu marido quando descobrisse o que fez.



  Há 3 dias Luciana começara uma conversa inocente sobre um amigo de seu marido, mas percebeu que a conversa que depois ela chamou de “franqueza com um toque de acidez” poderia ter ido longe de mais. Pensava em como, de professora e mãe exemplar, passou a ser uma “cobra” para algumas de suas amigas. O tempo todo pensava que o que havia feito não era nada grave, afinal de contas não estava cometendo um pecado “tão grave assim”.



  Por um instante se viu convencendo os próprios pensamentos que a atormentavam que de a culpa não foi dela, que aquilo tudo estava acontecendo por causa da maldade de outras pessoas. Quase como aconteceu com Adão e Eva ao justificar porque haviam feito o que fizeram.



  Ela escuta então o som da chave girando na fechadura da porta da frente, Robson acabara de chegar e não parecia muito contente. Ela o olhou, esboçou um sorriso de meio lábios serrados como quem não sabe se deve parecer arrependida ou fingir que não sabe de nada e disse: - Boa noite, meu bem!



  Ele a olhou e respondeu: - Boa noite, daqui a pouco conversamos.



  Ela pensou que já era então o ultimato para a decepção que causaria no coração de Robson e de como isso poderia afetar o seu casamento e a maneira que seus filhos a viam. Já se armou e gritou: “- Daqui a pouco nada, se tem algo a dizer acabe logo com isso e fale o que tem que dizer!” Nem ela mesma sabia o motivo da gritaria, mas achou que não precisava de gritar se não estivesse com tanta ansiedade.



  Robson a olhou um pouco confuso e disse: “- Eu sei o que você falou, isso pode prejudicar algumas pessoas mas não deixa essa acidez dificultar as coisas entre nós”. Pronto ela não precisava de mais nada, seus medos já estavam concretizados, já não era mais a mulher sábia que ele a havia chamado em algumas semanas e logo, logo seus filhos também descobririam.



  Sentou-se, abaixou a cabeça, olhou os sapatos e pensou em tudo o que havia feito. Na fala ácida que usara quando disse à mulher do amigo de seu marido: “Você deveria desconfiar de todo esse amor que ele tem demonstrado, ele deve ter outra mulher”. Disse isso depois de ler uma simples publicação de fotos de sua então amiga com o marido o colocando num pedestal, sentiu uma pontada de inveja e despejou a dose de veneno nos lábios de Ana, isso porquê Ana já tinha histórico de ciúmes e antes de optar por Cristo ela e o marido já haviam tido problemas com adultério.



  Luciana esperou seu marido sair do banho e já em prantos disse: “Me desculpe meu bem, eu sei que errei, não sei o que deu em mim; Sei que somos líderes e precisamos dar bons conselhos e não plantar sementes de discórdia no coração de nossas ovelhas. Mas eu sou falha, espero que eles entendam isso. Eu vou esclarecer tudo.” Robson a olhou nos olhos com muito carinho e disse: “- Meu bem, o difícil não será esclarecer, mas será fazê-los confiar em nós novamente. Somos pastores de ovelhas desconfiadas e disso não floresce bom relacionamento. Eu ainda te amo, mas quero que saiba que isso terá consequências”.







  Moral da História:

  Essa é uma história inventada. Podemos deduzir que Ana provavelmente questionou seu marido sobre a possível traição sugerida pela esposa de seu discipulador ao qual ele conta tudo, gerando desgaste desnecessário em seu casamento. Ainda também é provável que mesmo que resolvam suas desavenças se magoem por causa desse momento de “humanidade” de Luciana. Pode ser quem quer que seja, nunca deixaremos de ser humanos e de lutar contra nossa velha natureza, mas precisamos nos atentar ao que é dito para as pessoas no ímpeto de nossos sentimentos. Você já deve ter escutado alguma vez alguém dizer: “vou jogar tudo pra cima” mas precisamos pensar que o problema não é jogar tudo para cima, mas depois ter que ajuntar tudo o que você jogou.



  Pense antes de falar qualquer coisa que seja, essa é uma história fictícia, mostrando o extremo de uma mulher que não foi sábia e como agravante era uma líder na casa de Deus, traindo a confiança que fora depositada nela, mas histórias de desavenças são comuns no nosso meio como corpo de Cristo. Tudo o que falamos tem consequências imediatas ou em longo prazo.

“Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada, e as discussões são como as portas trancadas de uma cidadela. Do fruto da boca enche-se o estômago do homem; o produto dos lábios o satisfaz. A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto.” Provérbios 18:19-21




Imagem Ilustrativa


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